<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855</id><updated>2012-01-13T07:56:25.096-02:00</updated><title type='text'>Crônicas e Boemia</title><subtitle type='html'>Sempre gostei de escrever, começei com as poesias por culpa de Drumond e Fernando Pessoa (meus poetas preferidos),com goles de evolução sorvidos pelos sonetos de Pablo Neruda (falei bonito hein), mas o lirismo necessário ao bom poeta me cansava um pouco pra não dizer que enchia o saco. Queria escrever dos pequenos detalhes, do cisco no olho, das bobagens que nem todos vemos, então caí na crônica 
Nossa comunidade no orkut é CRÔNICAS E BOEMIA</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-6833391609303756546</id><published>2007-02-20T23:08:00.000-02:00</published><updated>2007-02-20T23:10:36.428-02:00</updated><title type='text'>Meu Irmão</title><content type='html'>Ele sempre foi um cara estranho, um verdadeiro mistério pra mim, tem seis anos a menos que eu, o que na infância criava um verdadeiro abismo afinal ele era o chato da turma, o pirralho eternamente colado na minha sombra. Sempre foi um garotinho lindo, com olhos azuis cintilantes e uma eterna cara de sem-vergonha, o mais irônico é que aquele sorriso maroto escondia o menino mais tímido que eu conheci, alguém que legitimamente teve que “pegar no tranco”. Na adolescência cada um seguiu seus rumos e pelas loucuras da minha cabeça acabei indo parar em Florianópolis, o tempo passou e o cara acabou indo morar comigo, é a partir daí que passamos a nos conhecer e acabamos nos tornando amigos.&lt;br /&gt; Logo que chegou tenho certeza que passou por maus bocados, já que encontrou um irmão envolvido numa relação que infelizmente fazia mal pra todo mundo, o pior de tudo é que nunca pedi desculpas por ter colocado o cara de pára-quedas nesse furacão, a maior ironia foi que em uma hora que tudo deu errado pra mim nessa história que estava mais do que fadada ao fracasso, a única criatura que passou por tudo junto comigo foi justamente esse garoto que não tinha nenhuma responsabilidade sobre ela.&lt;br /&gt; O que mais admiro no Roger é a capacidade de inventar coisas, sejam pro bem ou mal, se bem que esse também é um dos maiores defeitos dele. Se eu reclamo das minhas relações amorosas, com certeza a família tem um sério problema com isso, o que meu irmão nunca descobriu é que eu sempre soube porquê ele não engrena um namoro. Se às vezes acho que eu tenho um carimbo escrito CUIDADO na minha testa, tenho certeza que o carimbo dele vem junto com um luminoso daqueles se usa em boate de strip-tease.&lt;br /&gt; Morar com outras pessoas sempre foi um problema pra mim o que não ocorre quando estamos morando juntos, é a criatura mais desorganizada que já foi colocada nesse mundo, não tem absolutamente nenhum talento na cozinha, vive sumindo pra ficar nem sempre com as melhores companhias, mas é melhor pessoa que já conheci no mundo pra se conviver, olha que eu tenho propriedade pra falar disso. Fico um pouco chateado quando ele se sacrifica pra agradar amigos que se aproveitam de um coração maior que o mundo, sou meio coruja mesmo, e olha que se tem alguém pra quem esse moleque já aprontou, sou eu. Família é isso, um eterno exercício de paciência, claro que o amor incondicional facilita tudo.&lt;br /&gt; No início disse que meu irmão sempre foi um mistério pra mim, mas é mentira, a vida dele é um livro mais que aberto aos meus olhos, esse eterno menino sempre se espelhou em um cara mais velho que ele, com um estranho hábito de cometer bobagens que chega a dar vontade de gritar: Você é muito melhor que eu, começa a acreditar mais em ti! Não era pra sair tão meloso assim, mas acho que descobri a razão que me levou a nunca escrever sobre o Roger: É difícil escrever a respeito de alguém que eu amo mais que a mim mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-6833391609303756546?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/6833391609303756546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=6833391609303756546' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/6833391609303756546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/6833391609303756546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2007/02/meu-irmo.html' title='Meu Irmão'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-5990893283181678515</id><published>2007-02-18T14:16:00.000-02:00</published><updated>2007-02-18T14:22:52.539-02:00</updated><title type='text'>Pensamento=Sentimento</title><content type='html'>Sempre converso sobre sentimentos e do quanto essa “vida moderna” tem dificultado entender, apreciar e gozar das tais avalanches de sensações. Muitos de vocês que lêem minhas crônicas e me ajudam a entender um pouco do que falo (muitas vezes mais por divagação que por conhecer) com seus e-mails, scraps e comentários também mostram o mesmo inconformismo. Creio que tanto eu quanto você ainda não tínhamos pensado em uma razão pra toda essa imaturidade, essa leviandade e foi sem querer que ela caiu no meu colo.&lt;br /&gt; O meu trabalho “normal” sempre me leva a conhecer novas pessoas,  treiná-las, fazer delas vendedores de sonhos e em um desse treinamentos onde o público era da faixa etária de 17 até 19 anos, conversavamos sobre talento; então foi mostrada a eles fotos de celebridades reais (não esses retardados de big brothers): Mandela, Ghandi, Ayrton Senna e Einstein, então perguntamos quem eram essas pessoas. O único identificado foi o Senna e só por ser brasileiro. Agora você pode me perguntar: “E o que isso tem a ver com sentimento?” Tudo meus queridos, tudo.&lt;br /&gt; Sentir é algo muito complexo, são milhares de coisas acontecendo ao mesmo tempo, diversos sabores, é preciso ter no mínimo capacidade de buscar entender, pra isso é preciso um mínimo de pensamento, de cultura, tudo o que está em extinção na nossa “sociedade do futuro”. Estamos sem memória e a pior parte é saber que quem vai comandar o mundo amanhã não sabe nada sobre nada, estou horrorizado com o estado mental dessa galera teen: Sabem quem apareceu nú na novela, quem está transando com a famosa da semana e não fazem a mínima idéia do que foi o AI-5.&lt;br /&gt; Não é difícil entender porque a família tem se tornado uma instituição mais falida que nunca. Estar com alguém envolve outras coisas além dos peitos e do bíceps, precisa querer entender o outro, pra isso o mínimo de cultura, de saber pensar e é exatamente isso que essa cultura da produção a qualquer custo tem tirado de nós. O negócio é ficar cada vez mais parecido com uma máquina, executar mais e pensar menos, não é de admirar que conviver com outra pesoa esteja tão difícil, ao invés de se completarem elas competem, no lugar de amar apenas transam e o pior de tudo: nem se namora mais, se “fica”. Tudo orgânico, instinto, coisa de bicho mesmo, ser humano está cada vez mais difícil, afinal pra ser realmente um humano antes de mais nada é preciso pensar. Lembram que isso era o que nos tornava especiais, eis a resposta....&lt;br /&gt;Aguardo seus e-mails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: O Crônicas e Boemia tem agora uma comunidade no orkut&lt;br /&gt;http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=27350968&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-5990893283181678515?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/5990893283181678515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=5990893283181678515' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/5990893283181678515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/5990893283181678515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2007/02/pensamentosentimento.html' title='Pensamento=Sentimento'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-6730244382468840110</id><published>2007-02-03T00:29:00.001-02:00</published><updated>2007-02-03T00:29:58.423-02:00</updated><title type='text'>Novos Desgarrados.</title><content type='html'>Em primeiro lugar preciso pedir desculpas a você que visita regularmente o crônicas e boemia, mas vou ser honesto, estava precisando tirar uns dias de folga, deixar de olhar um pouco pra esse mundo cada dia mais estranho que me cerca, me aperfeiçoar em minha nova paixão (acreditem ou não, depois dos 30 voltei a andar de skate), enfim, dar um tempo pra cabeça.&lt;br /&gt;Às vezes parece que recebo uma entidade que mostra alguma bobagem ou coisa mais séria que eu nunca parei pra notar antes, essa semana tive um desses insights olhando pra um mendigo que perambulava aqui pelas ruas de Porto Alegre, lembrei de uma antiga música do grande Mário Barbará que fala desse desgarrados que perambulam pela capital gaúcha, não sei ao certo o que me deu, parece que recebi um soco no estômago e me vi pensando na vida desses que quase nem vida tem mais.&lt;br /&gt;Deve ser muito difícil sentir sua dignidade escorrer gota a gota pelos dedos e ver que a cada dia você está deixando de ser quem um dia foi, vejo que a maioria deles carregam sacolas, quem sabe com fotos, lembranças ou outros farrapos que restaram de uma outrora época de sorrisos, quem sabe beijos apaixonados, paixões fulminantes - dessas que adoro falar. Pois é, desde então dei pra pensar no peso das nossas escolhas, do quanto um “sim” ou “não” pode mudar toda a nossa história, a opção errada pode fazer um estrago que talvez não possa ser consertado. Não tenho dúvida alguma de que a grande maioria lembra do exato momento em que aquele “sim” ou quem sabe o “não” mudou tudo à sua volta, um casamento desfeito, o primeiro gole, o sonho de enriquecer na capital ou outras das milhares de opções que revelaram-se como erradas.&lt;br /&gt;Fiz um monte de cagadas e lembro de cada uma delas, pra falar a verdade não tenho como negar que Deus existe e gosta de mim pra caramba, porque em algumas dessas besteiras só com a mão do “homem” consegui me salvar. Sei que estou parecendo meio brega, não sei se é a crise dos 30 ou quem sabe uma estranha necessidade de namorar que já está me enchendo o saco. O que não consigo é parar de pensar é o quanto escolher bem é importante, tá certo que não quer dizer que você vai acabar morando na rua, talvez você perca alguém que você só vai descobrir o valor que ela tinha quando não a tiver mais por perto, também pode ser um emprego, um amigo, uma viagem ou qualquer outra coisa que por mais pequena que possa parecer, vai refletir muito algum dia.&lt;br /&gt;Gente, não estou nem um pouco a fim de escrever uma crônica de auto-ajuda, seria muita cara-de-pau da minha parte, mais que o de costume com certeza, só que não posso calar minha boca, estou com vontade de dizer: pense mais, escute mais e fale menos. Hoje em dia todo mundo quer falar, falar e falar, sem pensar se aquilo vale a pena ser dito. Vivemos uma época de corpos cada vez mais generosos e idéias escassas. Vai me dizer que toda essa história de esquecer que o cérebro também precisa de ginástica não vai ter um preço amanhã. Escolhas meus queridos, ESCOLHAS.&lt;br /&gt;Acho que tenho muita sorte por ter nascido em uma das últimas gerações que teve a chance de aprender a pensar, não apenas reagir ao mundo de uma forma servil, quase um cachorrinho, honestamente a vida se esforçou pra me fazer ter sucesso, se ainda não cheguei lá é pela minha incompetência mesmo e hoje eu pergunto pra você: Se com tudo que a vida nos deu de bagagem pessoal, ainda escolhemos errado, o que vai ser de uma geração que tem como ídolo maior a bunda dura da semana?&lt;br /&gt;Aguardo as respostas por e-mail....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-6730244382468840110?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/6730244382468840110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=6730244382468840110' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/6730244382468840110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/6730244382468840110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2007/02/novos-desgarrados.html' title='Novos Desgarrados.'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116881732807767388</id><published>2007-01-14T21:28:00.000-02:00</published><updated>2007-01-14T21:28:48.090-02:00</updated><title type='text'>Um pouco de Memórias....</title><content type='html'>Quase todas as semanas escrevo sobre emoções, histórias, às vezes até uma fofoca, é o tipo de coisa que gosto de fazer, só que às vezes fico me perguntando: Porquê eu observo tanto o mundo que me cerca? Qual a razão que me leva a prestar atenção em detalhes tão pequenos, quase imperceptíveis?&lt;br /&gt; Por vezes acredito que escrevo pra mostrar algo mais pra você, quem sabe despertar alguma consciência adormecida em nós, mas existem as horas que penso que faço isso pra não ter que olhar pros meus próprios erros, pras bobagens que fiz, as mulheres erradas pra quem me declarei ou pior, as certas pras quais fiquei calado, vendo em seus olhos que bastava uma palavra pra que todo o sonho pudesse talvez se concretizar. É essa incapacidade que sempre me irritou: Não conseguir ver, ou ainda, conseguir e mesmo sabendo que ía dar tudo errado, insistir, só pra depois ter certeza de que eu já estava certo e por algum retardo mental havia sido teimoso pela milionésima vez.&lt;br /&gt; Sempre fui dado ao platonismo, ao inacessível, a filha da minha dentista que jamais me notou (pra piorar descobri que ela continua linda) ou a garota mais bonita do colégio que só lembrava de mim nas provas finais, tudo bem que na  adolescência era fácil entender minhas musas, assumo que eu era feio de dar dó, não que eu tenha me tornado o Brad Pitt depois da velho, mas acreditem em mim, melhorei bastante (não tinha muito o que piorar). Engraçado, nunca havia falado sobre a filha da minha dentista, ela era linda, estudávamos piano com a mesma professora, ela ía junto com a irmã mais nova; claro que eu lembro o nome dela, mas pra evitar um processo ou pior ainda a vergonha, prefiro deixar incógnita – meu Deus! Como eu estou disperso. Voltando ao assunto. Sempre me perguntei o motivo de eu nunca ter dito nada além de um tímido “Oi!”, a diferença de classes socias ajudava, já que nessa época meus pais eram meio que uns new riches e ela de família tradicional, outro detalhe que me atrapalhava muito era que além de ser pequeno pra minha idade (só cresci depois dos 17), ainda era evangélico, isso em uma cidade como Vacaria decididamente é o “limbo social”, principalmente entre os adolescentes da minha época, tanto que fui estudar piano pra tocar na Igreja, não deu muito certo, pois com os clássicos de Mozart e Bach (ouço até hoje) descobri o bom e velho rock'n roll (vou ouvir pelo resto da vida). &lt;br /&gt; Quando tomei coragem de me aproximar, ela tinho ido estudar fora, acho que em Curitiba se não me falha a memória e depois a vida encarregou-se de me levar pro meu caminho torto, não estou reclamando mesmo, eu gosto de ser como sou, gosto de não ter toda a grana do mundo, mas o necessário pros meus prazeres, não sou um escritor famoso, mas você lê e isso vale mais que dinheiro, honestamente sou satisfeito comigo mesmo, só vez ou outra, tipo em um terça-feira feira chuvosa ou fumando um cigarro no meio da noite, lembro do sorriso dela, do longo cabelo negro, do jeito de segurar os livros contra o peito, como se eles fossem de um valor afetivo, é nessas horas que eu me pergunto: “E se eu tivesse dito algo mais!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116881732807767388?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116881732807767388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116881732807767388' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116881732807767388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116881732807767388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2007/01/um-pouco-de-memrias.html' title='Um pouco de Memórias....'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116848208802656273</id><published>2007-01-11T00:20:00.000-02:00</published><updated>2007-01-11T00:26:34.766-02:00</updated><title type='text'>O Desejo de ser Especial</title><content type='html'>Estava de bobeira navegando pela internet, quando lá pelas 03:00 da madruga começei a fuçar nesses sites de fotos de festase reparei em algo que me chamou a atenção: Como existem famosos nesses sites! Não entendeu, calma que já mando minha pseudo-tese.&lt;br /&gt;Todos essas páginas, tanto das pequenas cidades quanto das metrópoles não importa a festa que você clique, alguns rostos se repetem sem parar, poses a la Fashion Week, abraços com toda a “galera”, roupas bufantes, darks, coloridas ou mais apertadas que o meu salário, vai ter fôlego assim na São Silvestre. Confesso a vocês que quando visito minha cidade natal, a saudosa e nostalgica Vacaria, também cometo esse pecado,;umas 3 vezes, mas o que me deixa boquiaberto é ver como tem gente que gosta de aparecer, mostrar que esteve lá, mesmo sabendo que toda a cidade sabia que ela estaria lá, só que tem que mostrar, revelando que mesmo em tempos de globalização e mundo sem fronteiras o provincianismo continua imperando no interior, a verdadeira “tristeza do jeca”.&lt;br /&gt;Nas metrópoles não é diferente, só que aí seu fôlego e também o bolso tem que ser bem maiores, já que tudo fica mais longe, fora os flanelinhas, combustível e ingressos que engordam os gastos proporcionalmente ao tamanho da cidade, exceto Florianópolis que tem uma “Síndrome de Beverly Hills”. Todavia, as aspirações mudam nessas megalópoles, lá o que impera é o desejo de mostrar que “eu existo”, mesmo nesse mar de gente “eu sou especial”.&lt;br /&gt;Se for parar pra pensar, bem lá no fundo as razões são as mesmas, claro que tem quem deseja guardar um souvenir daquela noite, mas esses não aparecem toda semana, são mais eventuais, ao contrário dos habitués que é mais fácil o barman faltar que eles, e olha que ele ganha pra ir.&lt;br /&gt;Dia desses, perguntei pra um amigo com esse vício: qual era a razão da sangria desatada por festas, juro que não entendi na hora a resposta: “Não tem nada pra fazer em casa!” Depois pensando melhor, passei a compreender melhor. Vai ficar em casa fazendo o quê? Lendo, escrevendo (puxei brasa pro meu assado), conversando, PENSANDO? Pra quê, geralmente eles não são muito bons em nada disso que eu falei; então é melhor mesmo viver em lugar com um som o mais alto possível ou impossível, desde que não precise conversar. Juro que começo a entender a razão de eu preferir bares à boates, ou melhor, a minha geração (fruto da maturidade). Com o tempo você vê que se sacudir igual a um doido com ataque epilético não é a coisa mais esperta do mundo, conhecer alguém e já “partir pro ataque” sem nem dizer o nome não precisa de nenhum talento, mas também não tem a mínima graça e acima de tudo, não é tirando fotos toda a semana que você vai ser especial pro mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116848208802656273?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116848208802656273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116848208802656273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116848208802656273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116848208802656273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2007/01/o-desejo-de-ser-especial.html' title='O Desejo de ser Especial'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116822699912246671</id><published>2007-01-08T01:28:00.000-02:00</published><updated>2007-01-08T01:29:59.123-02:00</updated><title type='text'>Quando éramos jovens!</title><content type='html'>Porque será que o mundo não congela na melhor época da nossa vida? Sempre me perguntei isso. Até hoje tenho saudade da época do “Minuano Laranjinha”, do “Kichute”, de quando tudo era mais simples, de quando éramos mais comuns, não no sentido prejorativo de “comum” e sim de um tempo em que as emoções eram mais simples de viver. Se você gostava de uma menina, era simples, não precisava nem tocá-la, podia ficar no platonismo, só o gostar já bastava, às vezes ela nem precisava saber que era amada com todo o coração que um garoto de 10, 14 ou até 16 anos podia amar alguém.&lt;br /&gt;Lembro de uma época em que o simples olhar da “amada” causava rubor na face, talvez seja por isso que toda vez que uma mulher me desperta mais que o mero tesão eu travo; numa boa, colam as placas! Falo bobagens com a consciência de que estou dizendo besteiras, não vem aquela frase de pegador voraz, de predador, até pareço meio retardado, prefiro acreditar que meu saudosismo aflora demais quando quero mais que uma noite. Aí está uma boa razão para lembrar de nosso ontem não tão distante; eu já disse que “estamos com fome de amor”, hoje ouso acrescentar que estamos mesmo é com fome de sentimento e por isso mesmo o passado vem à tona, não porque era melhor ou por que éramos crianças e sim porque naquela época acreditávamos.&lt;br /&gt;O Papai Noel não era tão insólito, amigos precisavam apenas da nossa presença e não do que poderíamos lhes dar em troca, namoradas com um simples bilhete de “Te Adoro” sorriam pelo resto do dia e nós com pelo sorriso dela, ríamos pelo mês inteiro. Longe de mim fazer campanha contra o novo, o moderno, mas será que para mostrarmos que somos tão independentes hoje precisamos mostrar ao mundo pulando de cama em cama. Fica bem engraçado um cara de 30 anos, solteiro, em uma selva de beldades, ficar levantando a bandeira do “Vamos redescobrir o que é Amar”, mas é exatamente a minha condição que me dá o direito de ser panfletário e parceiro do cupido.&lt;br /&gt;Meus queridos, os políticos vão continuar roubando, os preços vão continuar subindo, nosso Presidente da República sempre será o motivo número 1 de piadas! E aí o que vamos fazer? Vamos sair correndo, gritando desesperados ou entrar no mesmo embalo e passar a fraudar nossos sentimentos. Inventar e acreditar que o que realmente importa é o prazer gratuito e sem compromisso, além de covardia é burrice, isso mesmo: BURRICE!&lt;br /&gt;Todas as escolhas que fazemos ao longo da vida tem 50% de chance de dar certo ou errado, mas não escolher por medo é aceitar a derrota sabendo que você tinha metade de chances de ganhar. Claro que sempre vem alguém e me diz que estou dizendo asneiras e que a vida tem que ser “vivida”. Como assim? Viver é mais que carreira, badalações, bebedeiras ou trepadas; há uma construção que realmente dá sentido a palavra viver e hoje eu vi um pouco disso: Passeei durante a manhã em um Parque aqui de Porto Alegre e vi o que é viver em rostos de velhos, crianças e alguns jovens que estavam dedicados a essa experiência, procuravam nas folhas do chão um pouco dessa magia simples e extraordinária que nossas “festas” nos tiram. Vi olhos vivendo o lado mais básico, mas simples, mais gostoso dessa aventura que é viver e honestamente, o mapa do tesouro não é tão complicado, é só lembrar do tempo de criança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116822699912246671?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116822699912246671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116822699912246671' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116822699912246671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116822699912246671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2007/01/quando-ramos-jovens.html' title='Quando éramos jovens!'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116768733587631585</id><published>2007-01-01T19:34:00.000-02:00</published><updated>2007-01-01T19:44:09.530-02:00</updated><title type='text'>Ano Novo! Voltamos à Estaca Zero!</title><content type='html'>E não é que 2007 chegou mesmo, todos os fogos, abraços, lentilhas, sete ondas, champagnes, espumantes e cidras com seus estampidos parecidos e líquidos nem tão semelhantes assim. Nessa época as resoluções de emagrecer, estudar, casar ou vice-versa em todos os casos povoam as oferendas pra tudo quanto é santo. Também resolvi traçar minhas metas e decidi repartir com vocês os meus desejos para o Ano que inicia.&lt;br /&gt;De 1° de janeiro em diante não vou tolerar um monte de coisas, tanto em mim quanto naqueles que estão à minha volta: Vou ser mais organizado com a minha casa (primeiro vou arrumar uma), cuidar mais dos meus joelhos e acima de tudo não vou aceitar pessoas que tratem meus sentimentos de maneira leviana; também pretendo não ser nem um pouco leviano com quem me dá um lugar em seu dia-a-dia; e olha que eu tenho uma vocação pra fazer esse tipo de besteira (afinal já está na hora de crescer).&lt;br /&gt;Quero manter distância de gente covarde; é a pior coisa da vida é não ter coragem de viver ela própria e o pior é que esse mal é contagioso, por isso não quero mais saber de gente muito “certinha” ao meu redor, pessoas com medo de arriscar, amar, rir, chorar, pular de cabeça na utopia de viver, sorver cada momento como se fosse o último; não lembro onde li, mas nunca esqueço dessa frase: “Viver é um exercício que só os corajosos enfrentam”!&lt;br /&gt;Durante os 365 dias à frente vou continuar escrevendo, não porque ganho dinheiro com isso, e sim por que você lê e às vezes até gosta – está aí! Vou continuar a fazer tudo aquilo que me dá prazer e escrever é um dos maiores gostos. Quero observar o mundo à minha volta, mas dessa vez não pretendo só olhar, também quero me dedicar a viver mais, acreditar que as pessoas podem ser realmente boas ou más, tudo é uma questão de ocasião e de onde o “calo aperta”.&lt;br /&gt;Sem dúvida vou aprender mais sobre cozinha e vinhos, primeiro pelo prazer que tenho em frente a um fogão ou a uma taça de vinho, e também porque sempre dá um certo charme com o público feminino. Estava esquecendo de falar das mulheres, mas em 2007 vou tentar entender um pouco do que se passa dentro da mente delas e se novamente eu não conseguir, acho que apenas amá-las já vai ajudar bastante.&lt;br /&gt;Bom, eu tenho outras metas, mas são meio chatas e outras particulares demais pra colocar no papel, mas se eu pudesse resumir tudo o que quero para o novo Ano seria: quero em todo novo dia conseguir ser melhor que ontem e pior que amanhã.&lt;br /&gt;Posso estar falando um monte de bobagens vazias que como as da maioria se apagam em 2 de janeiro, mas quem sabe, em 2008 conto o que deu certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116768733587631585?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116768733587631585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116768733587631585' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116768733587631585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116768733587631585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2007/01/ano-novo-voltamos-estaca-zero.html' title='Ano Novo! Voltamos à Estaca Zero!'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116713318401976699</id><published>2006-12-26T09:36:00.000-02:00</published><updated>2006-12-27T10:27:33.730-02:00</updated><title type='text'>Natal! Hora de reencontrar os fantasmas...</title><content type='html'>Final de Ano chegando, Natal batendo à porta de todos, HoHoHo! E eu aqui recomeçando a vida do zero, bom, não é bem do zero, mas está quase lá. Não quero falar sobre isso hoje, vamos deixar pra outro dia essa história da minha última e derradeira loucura.&lt;br /&gt;O Natal sempre me deixa meio nostálgico, num saudosismo besta que eu nem sei explicar ao certo o porquê, até acho que é da minha constante sensação de que a vida poderia ter sido melhor do que foi, ou melhor, do que eu fiz; aí largo um monte de promessas que não cumpro mesmo e deixo pra entrar em uma nova crise de nostalgia no próximo Natal: Na década de 80 deveria ter pedido a Ivânia em namoro, confessar que ela me fazia delirar - nunca disse nada, talvez por saber desde àquela época que ela nunca aceitaria. No início do séc. XXI não deveria ter largado da Faculdade de Direito, tenho certeza que ia estar formado, por "cima da carne seca" ou não, casado e todos os outros acessórios que a carreira me traria.&lt;br /&gt;Tenho certeza que todo mundo tem um monte de "se eu tivesse" nas suas memórias, diversas pontas soltas no passado, quem sabe alguns amores nunca vividos ou até mal-vividos, nossos baús estão cheios de ossos e reminiscências que lutamos a todo custo para apagar, mas parece que por sacanagem do destino o Natal tem o dom de trazer alguns desses ossos ou às vezes todos à tona, vai dizer que você nunca viu ninguém com cara de bobo, olhando para o infinito nessa época do ano e, quando você pergunta vem àquela resposta vazia: "Nada"!&lt;br /&gt;Ficar questionando nossas escolhas é meio que ficar dissecando um cadáver besta, se eu tivesse feito qualquer coisa diferente do que realmente foi, com certeza não teria esse prazer de encontrar, garimpar a palavra certa pra demonstrar o que eu sinto no papel, não teria o prazer de sentar sozinho e sorver uma taça de vinho com toda a riqueza que uma casa cheia de crianças não daria mesmo. De certa forma, tudo está meio que escrito e não adianta vir com aquela baboseira de que "quem faz meu destino sou eu!" Se fosse assim não faríamos tantas bobagens dignas de esquecimento. Honestamente eu não agüentaria um ano casado se não tivesse vivido por tudo o que passei, todas as bobagens e "fossas", hoje até que a possibilidade me soa bem agradável, pra não dizer que estou com vontade.&lt;br /&gt;Tudo tem uma razão, isso é certo, o que atrapalha é quando eu e você na mais imbecil necessidade de ter a sensação de que controlamos alguma coisa não deixamos a vida seguir seu rumo, por mais que ele pareça meio cego, surdo e manco de uma perna, no final, tudo se encaminha.&lt;br /&gt;Bom, eu posso estar errado, só tem um jeito de descobrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116713318401976699?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116713318401976699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116713318401976699' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116713318401976699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116713318401976699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2006/12/natal-hora-de-reencontrar-os-fantasmas.html' title='Natal! Hora de reencontrar os fantasmas...'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116643994728306486</id><published>2006-12-18T09:02:00.000-02:00</published><updated>2006-12-18T09:05:47.296-02:00</updated><title type='text'>Como eu Pude?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1764/1906/1600/730524/AA-Venus-de-Milo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1764/1906/400/783559/AA-Venus-de-Milo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Hoje não estou a fim de comentar sobre política, mundo ou qualquer outra polêmica; deu-me vontade de falar de outra coisa, algo que com certeza todos vocês já passaram, afinal, quem nunca reencontrou uma ex-namorada ou namorado, esposa, amante, enfim, um outrora “parceiro de lençóis”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Tremenda saia justa ao virar uma esquina, entrar em uma loja no shopping ou a pior: encontrar em um bar quem há pouco tempo ainda era sua alma gêmea. Sorrisos amarelos, uma leve conferida de cima a baixo, um momento flashback precedendo aquele insosso beijinho no rosto que você não está acostumado, já que lembra sempre que os beijos de antes eram mais à direita ou esquerda, depende de quem vai ou vem. Não tem como escapar, talvez tenha sobrado um pouquinho ou muito do sentimento de antes, mas sabe quando não dá mais, quebrou alguma coisa lá dentro, a magia sumiu ou qualquer outra simbologia picareta que só os apaixonados conhecem. Apesar de qualquer vontade ou sentimento; aquele brilho que embalava o antigo destino dos nossos mimos, cafunés e desejos, essa luz apagou e aí é que começa o suplício: você enxerga a pessoa exatamente como ela sempre foi e inevitavelmente depois que a miopia da paixão vai embora sempre rola um pensamento lá no íntimo: “como eu pude”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não é o pseudo-outrora-amor que te cegou amigo, foi o seu ego, os defeitos e as virtudes estão onde sempre estiveram; só que agora você parou de idealizar e torturar quem um dia foi a futura mãe dos seus filhos. Não nos apaixonamos pela pessoa, nos apaixonamos por uma deusa, uma diva que queríamos que ela fosse - ela continua tendo aquela “covinha linda” quando sorri, mas o sorriso dela não é tão gratuito quanto você pensava, a piada velha e batida não tem mais o mesmo efeito (e nós babacas pensamos que é culpa da TPM) e nada de cair à ficha. Tem uma história que fala disso com maestria, é mais ou menos assim: Se você olhar a estátua da Vênus de Milo, vai ver como ela é perfeita; só que à medida que se aproximar mais e mais vai notar que existem rachaduras, até algumas falhas e então aquele ícone da beleza cai.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Aceitar a cara-metade como ela é além de trabalhoso é um exercício de paciência, já que as camisolas surradas ou a cueca gostosa de usar só que horrível de ver um dia vão aparecer. Eu não acredito que exista mulher que suporte viver de cinta-liga &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ou que exista um homem que consiga respirar encolhendo a barriga pelo resto dos seus dias; com o tempo é que mostramos quem realmente somos, ou você acha que ela já nasceu com delineador nos olhos. É no dia-a-dia que realmente se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;conhece quem está dormindo com você: depois de acordar ao lado dela e ver que aquele cabelo liso da noite anterior amanheceu em um misto de revolução com &lt;i style=""&gt;tsunami &lt;/i&gt;ou que o cheiro inebriante que vinha do pescoço dele não passava de perfume e a fragrância natural não é nenhum produto francês, ainda assim, se ela ou ele continuarem lindos aos seus olhos, queridos, comecem a pensar em mais uma escova de dente no banheiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Eu tenho uma teoria: todo namoro, casamento ou “ajuntamento” tem sempre um momento “OPS!” Me deixa explicar: Pense em todas as suas histórias, seus relacionamentos que acabaram, mas pensa com vontade, nada de &lt;i style=""&gt;en passant.&lt;/i&gt; Se você se esforçar vai lembrar daquela hora, daquela palavra, daquela bobagem que tornou o seu Deus ou Deusa em um simples mortal e isso quebrou alguma coisa que você não sabe dizer ao certo que é, mas quebrou algo; aí é que entra a minha teoria: se naquele momento cada um for pro seu lado, vão sobrar boas lembranças e as ruins o tempo se encarrega de apagar. Só que o nosso ego não deixa, já que “EU TENHO QUE FAZER DAR CERTO” e começa o jogo de empurrar com a barriga, até que um dos dois assume o papel de carrasco, se enche de coragem e dá um ponto final a uma relação mais que moribunda. Quem tomou o pé-na-bunda fica com aquela cara de “segunda-feira”, de iludido, o abandonado que na verdade deveria agradecer ao outro por ter concedido aos dois a chance de voltarem a viver e pararem de sobreviver.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Estar com uma pessoa, só pra dizer que tem alguém é no mínimo irresponsável além de maldoso, tanto com você quanto com o outro e ao invés de pensar “como eu pude” quando reencontrar seu antigo amor seria melhor dizer: “como eu pude fazer aquilo com nós dois”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116643994728306486?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116643994728306486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116643994728306486' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116643994728306486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116643994728306486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2006/12/como-eu-pude.html' title='Como eu Pude?'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116583822434423884</id><published>2006-12-11T09:54:00.000-02:00</published><updated>2006-12-12T12:46:35.193-02:00</updated><title type='text'>Estamos com fome de amor!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1764/1906/1600/218465/076love-messbrasil.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1764/1906/320/241925/076love-messbrasil.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão” (já citei essa frase em uma crônica antiga, mas ela sempre volta)! Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “&lt;i style=""&gt;personal dance”&lt;/i&gt;, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances sexuais dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quem duvída do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!” “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!” Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, &lt;i style=""&gt;démodé&lt;/i&gt;, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é &lt;i style=""&gt;out,&lt;/i&gt; que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Antes idiota que infeliz!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116583822434423884?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116583822434423884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116583822434423884' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116583822434423884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116583822434423884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2006/12/estamos-com-fome-de-amor.html' title='Estamos com fome de amor!'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116549249673250165</id><published>2006-12-07T09:47:00.000-02:00</published><updated>2006-12-07T09:54:56.746-02:00</updated><title type='text'>Turistas - O Grande Vilão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1764/1906/1600/174647/turistasposter2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1764/1906/200/680705/turistasposter2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O que era um comentário virou “burburinho” e se transforma em polêmica, à medida que se aproxima a data de lançamento mundial do filme “Turistas”. Não por ser mais um seguidor da nova estética &lt;i style=""&gt;trash&lt;/i&gt; de Hollywod (algo que particularmente me incomoda) ou por trazer cenas de violência explícita com todos os clichês cinematográficos possíveis. Toda a falácia em torno desse filme é motivada pelo mesmo se passar no Brasil e “enlamaçar” nossa reputação internacional (estou sendo irônico, pelo amor de Deus não confundam).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Uma corrente de pseudo-patriotismo tem espalhado pela Internet uma campanha de boicote ao filme: que não é pra ninguém assistir afinal estão falando de “nós”, do nosso lar, do nosso blá blá blá. Honestamente esse tipo de “nacionalismo” me desperta um grande temor e me leva a uma triste constatação, o “pão e circo” de Maquiavel funciona com perfeição por essas terras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quando Quentin Tarantino produziu “OAlbergue” a Europa não fez nenhuma mobilização popular contra ele, até entortaram o nariz, mas disso pra uma caça às bruxas como querem agora é uma grande diferença. A ironia maior é que as mesmas pessoas que empunham a bandeira que prega o banimento desse “arremedo de cinema” (li em um desses e-mails e achei o adjetivo hilário), são as mesmas que entregaram o país por mais quatro anos nas mãos de um Governo de mensalões, sanguessugas, valériodutos e outras patifarias. Esse fascistóides de fim-de-semana partem pra cima de um filme com a fome de um leão que avista a presa, indignados, com seu orgulho patriótico ferido, vontade de matar mesmo; agora imaginem o que seria dos nossos Lulas, Zé Dirceus e Genoínos se essa fatia tivesse a mesma fome diante de um dos tantos escândalos que acontecem no nosso quintal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Claro que esse tipo de película vai ter seus exageros, excessos de “licenças poéticas”, litros e litros de corante vermelho com carne moída sujando a tela, mas que tipo de alienação abate um povo que julga que seu país vai ser denegrido internacionalmente por isso, acordem gente, nós fazemos isso melhor que ninguém, ou melhor, nos elegemos ladrúnculos que fazem isso melhor que ninguém, ou o que vocês acham que o mundo pensa quando vê um Hugo Chaves anabolizado por petrodólares cagando ordens por toda a América Latina e o presidente do maior país dessa mesma América não faz nada, ou melhor, não sabe o que está acontecendo como ele mesmo adora dizer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Teria tudo pra ser mais um desses filmezinhos cópia da cópia de outro, só que o populismo cego, burro e manco se encarrega de divulgá-lo e o planeta vai ver um Brasil feio, perigoso, sangrento, violento, enfim, algo totalmente fora da realidade, já que somos o paraíso que “Cidade de Deus” mostrou ao mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(Acho Cidades de Deus uma obra–prima da 7ª arte)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116549249673250165?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116549249673250165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116549249673250165' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116549249673250165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116549249673250165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2006/12/turistas-o-grande-vilo.html' title='Turistas - O Grande Vilão'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116540364517936691</id><published>2006-12-06T09:07:00.000-02:00</published><updated>2006-12-06T09:14:05.193-02:00</updated><title type='text'>Damien Rice</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1764/1906/1600/666808/198f3d401f870d77a0349512ed7b8d40.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1764/1906/320/118429/198f3d401f870d77a0349512ed7b8d40.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cara, não estou com nenhuma crise de falta de criatividade (até porque nem sei se sou criativo), mas ontem estava ouvindo uma música desse cara aí do lado e a melancolia da letra junto com uma melodia rica, embora simples, daquelas coisas que fazem chorar sem você saber direito o porquê. Decidi dividir com vocês a letra e pra não ter nenhum problema de interpretação coloco também a tradução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;I Remember&lt;/h2&gt; &lt;h2 id="sz"&gt;Damien Rice&lt;/h2&gt;  I remember it well&lt;br /&gt;The first time that I saw&lt;br /&gt;Your head around the door&lt;br /&gt;'Cause mine stopped working&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I remember it well&lt;br /&gt;There was wet in your hair&lt;br /&gt;You were stood in the stairs&lt;br /&gt;And time stopped moving&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I want you here tonight&lt;br /&gt;I want you here&lt;br /&gt;'Cause I can't believe what I found&lt;br /&gt;I want you here tonight&lt;br /&gt;I want you here&lt;br /&gt;Nothing is taking me down, down, down...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I remember it well&lt;br /&gt;Taxied out of a storm&lt;br /&gt;To watch you perform&lt;br /&gt;And my ships were sailing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I remember it well&lt;br /&gt;I was stood in your line&lt;br /&gt;And your mouth, your mouth, your mouth...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I want you here tonight&lt;br /&gt;I want you here&lt;br /&gt;'Cause I can't believe what I found&lt;br /&gt;I want you here tonight&lt;br /&gt;I want you here&lt;br /&gt;Nothing is taking me down, down, down...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Except you my love. Except you my love...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come all ye lost&lt;br /&gt;Dive into moss&lt;br /&gt;I hope that my sanity covers the cost&lt;br /&gt;To remove the stain of my love&lt;br /&gt;Paper maché&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come all ye reborn&lt;br /&gt;Blow off my horn&lt;br /&gt;I'm driving real hard&lt;br /&gt;This is love, this is porn&lt;br /&gt;God will forgive me&lt;br /&gt;But I, I whip myself with scorn, scorn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wanna hear what you have to say about me&lt;br /&gt;Hear if you're gonna live without me&lt;br /&gt;I wanna hear what you want&lt;br /&gt;I remember december&lt;br /&gt;And I wanna hear what you have to say about me&lt;br /&gt;Hear if you're gonna live without me&lt;br /&gt;I wanna hear what you want&lt;br /&gt;What the hell do you want?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------*---------------&lt;br /&gt;Eu lembro bem&lt;br /&gt;Da primeira vez que eu vi&lt;br /&gt;Sua cabeça em torno da porta&lt;br /&gt;Por que a minha parou de funcionar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro bem&lt;br /&gt;Seu cabelo estava molhado&lt;br /&gt;Eu fiquei na escada&lt;br /&gt;E o tempo parou de passar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te quero aqui hoje à noite, te quero aqui&lt;br /&gt;Porque não consigo acreditar no que encontrei&lt;br /&gt;Te quero aqui hoje à noite, te quero aqui&lt;br /&gt;Porque nada vai me desanimar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro bem&lt;br /&gt;Peguei um táxi numa tempestade&lt;br /&gt;Pra te ver tocar&lt;br /&gt;E meus navios navegavam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro bem&lt;br /&gt;Estava na sua fila&lt;br /&gt;E sua boca, sua boca, sua boca, sua mente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te quero aqui hoje à noite, te quero aqui&lt;br /&gt;Porque não consigo acreditar no que encontrei&lt;br /&gt;Te quero aqui hoje à noite, te quero aqui&lt;br /&gt;Porque nada vai me desanimar&lt;br /&gt;Exceto você, meu amor&lt;br /&gt;Exceto você, meu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venham todos vocês, perdidos&lt;br /&gt;Mergulhem no musgo&lt;br /&gt;Eu espero que minha sanidade cubra o custo&lt;br /&gt;De remover a mancha desse amor, de papel machê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venham todos vocês, renascidos&lt;br /&gt;Toquem minha buzina&lt;br /&gt;Estou dirigindo feito um louco&lt;br /&gt;Isso é amor, isso é pornografia&lt;br /&gt;Que Deus me perdoe, mas eu me chicoteio com desprezo, despreza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero ouvir o que você tem a dizer sobre mim&lt;br /&gt;Ouvir se você vai viver sem mim&lt;br /&gt;Eu quero ouvir o que você quer&lt;br /&gt;Eu me lembro de dezembro&lt;br /&gt;E eu quero ouvir o que você tem a dizer sobre mim&lt;br /&gt;Ouvir se você vai viver sem mim&lt;br /&gt;Eu quero ouvir o que você quer&lt;br /&gt;O que diabos você quer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116540364517936691?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116540364517936691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116540364517936691' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116540364517936691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116540364517936691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2006/12/damien-rice.html' title='Damien Rice'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116489689093930512</id><published>2006-11-30T12:27:00.000-02:00</published><updated>2006-11-30T12:28:10.953-02:00</updated><title type='text'>Que medo todo é Esse?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Já viram como todos parecem viver com medo. Não estou falando do simples medo da violência, roubo e as demais neuras que dominam essa droga de mundo moderno, de uns tempos pra cá, tenho reparado no terrível medo de intimidade que tem crescido como uma praga. Nem de longe é a intimidade que você pode estar pensando, pular de cama em cama está cada vez mais comum, estou falando é desse temor besta de relacionar-se com as pessoas, de “fazer amor” ao invés de transar, de perguntar e se interessar de verdade pela resposta, não ficar levantando a sobrancelha pra fingir interesse, de falar “eu te amo” no lugar de “te adoro” pra não dar o braço à torcer parecendo “fraco” (tem que ser muito forte pra dizer “eu te amo”).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Parece que todos se defendem de um inimigo invisível, nas ruas caminham de cabeça baixa, rezando pra ninguém abordá-las e perguntar: “Como você está?”, pois é óbvio que “se ele está me perguntando isso é porque quer alguma coisa”. Fico horrorizado com a impessoalidade que cresce a todo minuto, todos estão ocupados, desconfiados, sempre esperando o pior; queixam-se de solidão e são os primeiros a fechar as portas a uma conversa, só se fala de trabalho, carreira, o prazer de “trocar idéias” se perdeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A Internet, com seus ICQ, MSN e outras traquitanas de pseudo-conversas tem piorado tudo, já que o “disponível” nem sempre é verdade, pelo contrário, na maioria das vezes a conversa não passa de alguns toques no teclado, quase sempre o chefe chama, aparece uma ligação do nada ou misteriosamente a conexão “cai”, se não quer conversar, desliga essa “porra”, mas não seja leviano. As barreiras da informação caíram; só que foram erguidas outras de uma maneira silenciosa, isolando cada vez mais as pessoas dentro de si mesmas. Kurt Cobain disse uma vez que era melhor queimar do que se apagar aos poucos, exatamente isso que acontece, estamos nos apagando aos poucos. Mulheres lindas, com diplomas e carreiras em ascensão voltando à noite para apartamentos vazios; homens ricos com MBA e carro do ano afundando buscando atenção em “casas de massagem”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Todos sempre estão desconfiados, na incerteza de se aquela pessoa está se aproximando de você por sua causa ou pelo interesse em tirar algum proveito, ou pior, na certeza de que “só se aproximam de você por interesse”. Agora cá entre nós, isso não justifica ficar mais fechado que porão. Se for pra viver desconfiado, não dá nem pra classificar como “viver”, está mais pra “existir” ou quem sabe “vegetar”. Você pode até discordar, mas antes disso dá uma olhadela no espelho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Pessoas “boas” ou “ruins” (acho um dos rótulos mais imbecis) sempre vão existir e de acordo com a situação o mocinho vira bandido e vice-versa. Boas lembranças ou lições são necessárias na vida; lágrimas e sorrisos são fundamentais, o que não dá mesmo é pra agüentar esse cara &lt;i style=""&gt;blasé&lt;/i&gt; besta de ver o mundo passar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116489689093930512?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116489689093930512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116489689093930512' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116489689093930512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116489689093930512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2006/11/que-medo-todo-esse.html' title='Que medo todo é Esse?'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116420133835675193</id><published>2006-11-22T11:14:00.000-02:00</published><updated>2006-11-22T11:15:38.370-02:00</updated><title type='text'>Cada país tem o que merece</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Hoje visto de vez a camiseta do “anti-lulismo”. Não adianta, até tentei enxergar o lado bom do nosso (fazer o quê) presidente, mas o cara não dá uma dentro e o pior é que tem muita gente que vê nele um Lech Walesa dos trópicos, se bem que esse é outro pelego. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Lula criou uma indústria da fome que o manteve no poder por mais quatro anos e o pior é quem paga a conta é o Brasil que produz. Tem cabimento Sudeste e Sul do Brasil responderem por mais de 70% da arrecadação da União e enquanto isso dá-lhe carnaval fora de época. Deixa o homem trabalhar, ou melhor, atrapalhar. Mas tudo bem, passou as eleições e como o Lula é o meu pastor, mais quatro anos pastando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O que me deixa apavorado não é toda essa indústria de maracutaias, mensalões e sanguessugas, infelizmente nos acostumamos a toda essa pouca vergonha. Fico em pânico ao ver o pensamento que está ficando cada vez mais explícito e quase um motivo de orgulho para o povo que saiu da “linha da miséria” graças aos programas paternalistas que tanto enaltecem o nosso governo. O cara não está pensando em estudar, trabalhar, melhorar de vida, o negócio agora é procriar, quanto mais filhos, mais Bolsa Família, ao invés de exterminar a pobreza, foi criada a esmola com cartão magnético, ou você acha que alguém vai devolver o cartão depois que arruma um emprego, pra quê trabalhar se agora ele tem patrocínio, só no horário político que isso aparecia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Somos o primeiro país do mundo a dar 13° esmola, isso é avanço demais pra mim. Você pode pensar que quem deu essa pá de cal no nosso orgulho foi a oposição ao governo, mas quem vai pagar? Você e eu, os palhaços da vez ou melhor, de sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O que vamos esperar de uma nação que reelege&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Maluf, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Collor, chegamos ao ponto máximo do &lt;i style=""&gt;pão e circo&lt;/i&gt;, lembram do “rouba, mas faz.” É isso aí gente, elegemos e eu me coloco no mesmo barco, afinal a maioria decidiu e nunca Nelson Rodrigues esteve tão certo quando lembrou que “toda a maioria é burra”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A vida melhorou; só que não foi pra mim nem pra você que não consegue estar apto a uma dessas esmolas magnéticas, se bem que poderíamos pedir pra que o nosso nome aparecesse nos cartões como patrocinadores, sem esquecer o nariz de palhaço.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116420133835675193?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116420133835675193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116420133835675193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116420133835675193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116420133835675193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2006/11/cada-pas-tem-o-que-merece.html' title='Cada país tem o que merece'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116412635458594402</id><published>2006-11-21T14:24:00.000-02:00</published><updated>2006-11-22T09:37:31.146-02:00</updated><title type='text'>Por que diabos eu escrevo?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Sinceramente eu não sei por que escrevo! Não ganho grana com isso, não ganho status,&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; tenho uma dislexia infeliz que me faz cometer as piores gafes com a língua portuguesa, &lt;/span&gt; meus amigos juram que são meus mais ávidos leitores e eu finjo que acredito pra não perder a amizade, elogios de “inteligente”, “sagaz” e outros floreios já não me servem há tempos, então eu pergunto meu Deus: POR QUÊ? O Arnaldo Jabor está mais que certo em escrever, afinal ganha bem pra fazer isso e ele merece, o Diogo Mainardi sabe que nunca vai derrubar o Lula, mas é muito bem recompensado pra desempenhar esse papel Quixotesco, ou você acha que fazer o “povo” pensar não é tão ou mais difícil que enfrentar um Moinho de Vento. Não adianta, hoje é o dia que quero chutar o pau-da-barraca e o nome dos dois foram os primeiros que me ocorreram, depois peço desculpas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Afinal qual é a razão que faz uma pessoa “precisar” escrever? É doença, idiotice, a “paz mundial”, sabe lá, acho que é a ilusão de que vai ser ouvido ou a necessidade besta de pensar que deixou sua marca no mundo. Já passei dessa fase, entrei na dependência patológica das palavras, dependo da viagem que as letras me dão de graça, enquanto eu aqui me rasgo em pedaços da minha própria alma e fico me perguntando: Por que ninguém nota?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Agora você meu fictício leitor pode retrucar: “E quem te pediu? Quem te disse que iam te aplaudir?”. Pois é a mais pura verdade. Guardadas as devidas proporções (tenho consciência da minha insignificância) e o saldo bancário, creio que eu, o Jabor e até o Mainardi (já estou me achando íntimo) sofremos do mesmo mal; a “dependência da palavra”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não basta assistir o mundo passar diante dos nossos olhos, precisamos gritar, bradar o que achamos desse mundo que passa e se vai sem nos dar a mínima atenção. Não basta sentir, é preciso esmiuçar, triturar, quebrar em pedacinhos esse sentimento e tentar dissecá-lo aos olhos de todos, mostrar que não podem fazer o que quiserem do mundo, porque tem gente observando e alertando quem não vê, se bem que essa é a parte mais difícil. Essa talvez seja a maior ilusão ou quem sabe o maior presente que um escritor pode sonhar: Abrir a cabeça das pessoas, mostrar que não precisa ser do jeito que disseram que era o certo, que você pode pensar por você mesmo! Às vezes até que funciona, geralmente é “murro em ponta de faca”. O que tem de criatura que não gosta de pensar; prefere que “mastigue” por elas, ficam com a sinopse da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Acho que acabo de descobrir a razão que me leva a escrever e você também meu leitor imaginário, um dia “mastigamos” para os outros.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116412635458594402?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116412635458594402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116412635458594402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116412635458594402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116412635458594402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2006/11/por-que-diabos-eu-escrevo.html' title='Por que diabos eu escrevo?'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116376260440253189</id><published>2006-11-17T09:21:00.000-02:00</published><updated>2006-11-17T09:26:41.890-02:00</updated><title type='text'>Entre Paixões e Taças</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Olha só as divagações que uma mente desocupada consegue. Hoje estava conversando com uma amiga e lá pelas tantas, fiz uma comparação que me deixou pensativo. “Histórias são como vinhos!” Todas as nuances que compõem um vinho clássico ou um projeto de vinagre estão na nossa existência (profundo isso), os acertos, os erros, o tempo de maturação que cada tipo de emoção ou vinho precisam para chegarem ao seu auge e que precisam ser respeitados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Não existem aquelas paixões fugazes, que vem tomando tudo de assalto, sem pedir licença, mas que logo depois de um tempo perdem o sabor e tão rápidas como vieram, se vão. Na hora me vem a lembrança de um típico branco ou até um espumante&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;com o frescor da juventude, marcante, pode até arrebatar, mas que tão rápido como atinge seu ápice se não for sorvido à última gota ainda jovem, esse aroma se apaga. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em outras histórias o tempo é o maior aliado, tempo mesmo, às vezes anos pra que ela seja tudo o que pode ser. Precisa de maturação, como um bom tinto da Borgonha que necessita de calma e paciência para que o frescor das flores e aromas frutados transforme-se no &lt;i style=""&gt;bouquet,&lt;/i&gt; com as pessoas não é nem um pouco diferente, por vezes é necessário que o tempo amadureça as emoções, só ele vai trazer a clareza que os nossos olhos precisam e raramente alcançamos.&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Traduzindo dessa forma fica tão simples de entender nossas paixões, casos, “transas” e amores, mas porque é tão difícil viver, porque sempre é tão complicado? Simples, nossa constante insatisfação tem o dom de jogar tudo o que aprendemos pela janela. Fazer daquela noite incrível um casamento &lt;i style=""&gt;fast food,&lt;/i&gt; ou transformar um possível amor duradouro e uma única noite digna de ser esquecida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Outro erro que cometemos é utilizar as fórmulas prontas: “Se com o meu amigo deu certo, comigo também vai dar!” Igual ao mito de que vinho tinto só se toma à temperatura ambiente. Se você estiver em uma &lt;i style=""&gt;cave&lt;/i&gt; na Europa onde a temperatura não passa de 15°, perfeito, mas imagina aqui nos nossos 40° dos trópicos, dor de cabeça na certa. Cada um vive a sua história de uma maneira única e não é porque a sua vizinha está a trinta e tantos anos casada e feliz que você vai ser copiando tudo o que ela fez. Não existe conto-de-fadas, viver com outra pessoa em qualquer situação que seja, casamento, sociedade ou até amizade dá muito trabalho, é uma constante negociação onde a imposição não pode ter lugar porque “azeda” a mistura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quem sabe será por isso que muita gente ao final de uma &lt;i style=""&gt;love story&lt;/i&gt; tem um reencontro homérico com as garrafas, ao invés de “beber pra esquecer” poderíamos “beber pra aprender”, entender que tudo dura o tempo certo que lhe foi dado. Se tiver a atenção, cuidado e consciência de que nunca chegamos, mas sempre estamos buscando a sensação que aquela taça cheia do melhor que a videira pôde dar nos proporciona, às vezes por um momento, ou talvez não. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116376260440253189?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116376260440253189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116376260440253189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116376260440253189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116376260440253189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2006/11/entre-paixes-e-taas.html' title='Entre Paixões e Taças'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-116368625782994583</id><published>2006-11-16T11:59:00.000-02:00</published><updated>2006-11-16T12:10:57.840-02:00</updated><title type='text'>Grandes Mudanças</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A maioria das pessoas (pelo menos da minha geração) que nasciam e nascem em cidades do interior crescem com o sonho, utopia, viagem de logo após a formatura do 2° Grau ir embora para uma grande cidade (os mais espertos esperam a faculdade). Porto Alegre, Florianópolis (Floripa para os deslumbrados), Caxias do Sul entre outras são o depósito dos sonhos e esperanças de quem nasceu numa Vacaria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Comigo não foi diferente e acho que nem poderia ser, mas honestamente creio que algumas verdades sobre o “sonho de metrópole” devem ser ditas. Não é nada no sentido de “esqueça a idéia!” Mas é o tipo de coisa que todo mundo deveria saber antes de se lançar nessa empreitada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É ótimo, é tudo grandioso, abre a tua cabeça a novas idéias? Sim e não. Claro que tudo fica mais ao alcance das mãos, os últimos lançamentos do mundo do cinema, gente interessante (para todos os tipos de interesse), todavia, essas pessoas na maioria das vezes também vêm de pequenas cidades e com certeza já eram tão ou mais interessantes. Não são as grandes cidades que tornam as pessoas “legais”, na verdade perder o medo do ridículo é que abre os nossos olhos, nos faz ver coisas que antes nem pensávamos. Sentir-se livre, algo que só um lugar desconhecido traz, não necessariamente uma metrópole. Só que se você não quiser, nada disso acontece e você acaba por tornar-se um “caipira” &lt;st1:personname productid="em Nova York. A" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Nova York." st="on"&gt;em Nova York.&lt;/st1:PersonName&gt; A&lt;/st1:PersonName&gt; vontade de aprender, de crescer está mais ligada à pessoa que ao lugar, estou filosofando demais. Sinceramente, o que mais eu vi nesses anos longe de casa (Vacaria nunca vai deixar de ser minha casa), foi um monte de deslumbrados que por mudarem de CEP tornaram-se superiores, seria cômico se não fosse trágico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quanto às oportunidades profissionais, é claro que são melhores, mas enquanto alguém não investir na sua terra natal, os “gigolôs de touro” ou macieiras é que vão continuar a enriquecerem à custa da miséria de outros, é um ciclo que demora, mas quem sabe um dia quebra. Se você não está dando a mínima pra isso e quer mesmo é ir pra capital enriquecer, sinto informar. Não é tão fácil não! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A concorrência é maior, sempre vai ter alguém “sentando” no colo do chefe e o seu sobrenome não vale nada, sabe aquela história de “mais um rostinho na multidão”, pois é desse jeito, aí você pode pensar: “Putz, mas aqui também é assim!” Em qualquer lugar do mundo é assim meu amigo, só que longe de casa tudo é mais caro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;            E sem a opção do fiado.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-116368625782994583?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/116368625782994583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=116368625782994583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116368625782994583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/116368625782994583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2006/11/grandes-mudanas.html' title='Grandes Mudanças'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-113321120741170761</id><published>2005-11-28T18:50:00.000-02:00</published><updated>2005-11-28T18:53:27.423-02:00</updated><title type='text'>Não mexam em nada</title><content type='html'>É incrível como temos dificuldade de abrir mão das coisas. Não estou falando apenas das partes boas, falo de tudo, parem pra olhar: O casamento pode estar uma merda, um não suporta mais o outro, dias e dias sem uma palavra, sexo, nem em sonhos. Um belo dia, um dos dois (cheio de coragem), decide acabar com o sofrimento dando um basta nesse conto de fadas; junto com o fim vem a depressão da perda.&lt;br /&gt;            Pode lembrar daquele emprego horrível que você tinha, o chefe era um verdadeiro estrupício, os corredores da Empresa mais pareciam o Instituto Butantã. Não adianta simular alívio, bem lá no fundo você fica arrasado no dia que sai o bilhete azul.&lt;br /&gt;            Somos máquinas movidas pelo medo do incerto, o passado podia ser  um lixo, mas era o MEU lixo. Virar a página significa começar a escrever em uma folha totalmente em branco, exatamente nesse momento que muitos de nós preferimos continuar a escrever nas bordas da página anterior. Depois ficamos reclamando que a vida está uma bagunça.&lt;br /&gt;             Ao longo da minha vida, tive a oportunidade de viver em algumas cidades. Em uma dessas esse medo do novo foi minha maior razão de desistir do lugar.&lt;br /&gt;            Fui  trabalhar em uma sólida e famosa empresa familiar (tenho arrepios quando leio isso), na data da contratação, o diretor disse-me que queria “mudar”, “alcançar novos rumos”. Cheguei em uma nova cidade, cheio de planos profissionais e até alguns pessoais.&lt;br /&gt;            Primeira reunião com a diretoria e lá vai o “sonhador”. Proponho um plano estratégico, já esperando os louros da fama pelo projeto, quando ouço a triste sentença: “Muito bom! Mas não vai dar certo (custa muito dinheiro)!”.&lt;br /&gt;            Segunda reunião, já menos idealista, propus outra idéia, ouvi a mesma sentença. Nem precisa dizer que na terceira e última reunião falei só de teimoso. Decidi não ficar mais que três meses lá, no início, com uma ponta de indignação, agora vejo tudo com uma triste clareza.&lt;br /&gt;            Não era só o fator “dinheiro” e no fundo também não tiro “muito” a razão. Imagine só, você “quebrado”, sem um tostão no bolso, de repente fica sabendo a novidade, aquele parente acertou na sena, deu o golpe do baú ou como diriam lá no Rio Grande do Sul: “Botou o p** a juro”. O melhor de tudo, ele lembrou de chamar toda a família, já que tinha uma Empresa que a “amada” herdou e agora todo mundo vai ter uma “vaquinha de leite”. Nem vem com falso moralismo, você ia querer uma dessas tetas. Começamos a brincadeira de empresários e diretores de sucesso, a grande droga é que ter uma empresa é diferente de ter uma banca de camelô, querendo ou não, precisa se reciclar, a americanização (disfarçada de globalização) que é a mola que move este “novo” mundo, cobra isso.&lt;br /&gt;            Esse é o problema que ameaça o futuro dos “dinossauros”, fazer algo novo e abrir mão daquela antiga página cheia de notas de rodapé. Nem preciso dizer o porque da saraivada de “nãos”. Assumir que o novo é arriscado não é demérito pra ninguém, ter medo de virar uma página, todos tem, claro que tudo pode dar errado, entretanto, pode dar certo. Isso não justifica ficar colando post-its em uma folha que não tem mais nenhum espaço, arriscado é, óbvio que dá um certo pavor, contudo se você não aceita que tudo pode mudar pra melhor, ainda estaríamos escrevendo com carvão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-113321120741170761?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/113321120741170761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=113321120741170761' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113321120741170761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113321120741170761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2005/11/no-mexam-em-nada.html' title='Não mexam em nada'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-113293988997740508</id><published>2005-11-25T15:29:00.000-02:00</published><updated>2005-11-25T17:10:26.916-02:00</updated><title type='text'>A Verdadeira Batalha de Harry Potter</title><content type='html'>Hoje estreou em todo o Brasil o 4º filme da série Harry Potter, que decididamente dispensa apresentações quanto à temática. Não se via febre igual desde o lançamento da primeira parte (que na verdade era a última) da trilogia Star Wars: jovens indo aos cinemas vestidos à caráter, pequenos bruxinhos e feiticeiras mais que entusiasmados para reencontrar seu herói.&lt;br /&gt;Mas o que quero dividir com vocês é algo que tem acontecido nos bastidores dessa coqueluche, com os milhares de “vampiros” que escondidos na desculpa de “analisar o mito” acabam tecendo críticas a J.W. Rowling (autora dos livros que originaram os filmes) quem vão de elogios, ora sinceros, ora com um tom de “puxação-de-saco”, a uma saraivada de flechas cheias de despeito e uma inveja disfarçada de “guardiões da cultura”.&lt;br /&gt;Citar que o primeiro livro da saga foi escrito à mão porque a autora não tinha um centavo no bolso, tudo bem; mostrar que atualmente ela poderia comprar sabe-se lá quantos computadores, sem problema; agora, vir um escritorzinho frustrado vestido de crítico dizer que os livros e filmes fazem tanto sucesso por que segundo as palavras do mesmo, são de “fácil digestão” , é no mínimo uma ode ao despeito.&lt;br /&gt;Gostar ou não é o direito de cada indivíduo, mas querer categorizar aqueles que gostam de “medianos” é o auge desse “falso intelectualismo” que assola nossa cultura há anos. Para ser merecedor de sucesso, parece que antes de qualquer coisa precisa de um diploma, como se fosse um brevê para merecer alçar esse vôo parece que simplesmente o talento não basta.Você deve ser do “clube”, só assim vai merecer que a sua estúpida “obra existencial da evolução humana pela ótica dos quadrúpedes” mereça os louros da crítica, e os leitores. Pra quê precisamos deles? Somos antenados, somos cultos, o resto é resto.&lt;br /&gt;Que obras como essas atraem a atenção por serem “gostosas” de ler, aí não vale; precisa falar “difícil”. Se crianças estão largando os videogames para ler um livro? Não perguntei nada, a “galera cool” precisa aprovar, ou então a obra tem que ser classificada como sub-literatura. Defeitos à parte, falhas gramaticais que sem querer escorregam, J.W. Rowling é merecedora de muitos aplausos e de cada milhão que arrecada, afinal, fez com que livros deixassem de ser um martírio para crianças, adolescentes e até adultos para transformar-se em um prazer de horas e horas, em um novo mundo de possibilidades que nenhum órfão existencialista conseguiu arrancar além de um bocejo e poeira na prateleira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-113293988997740508?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/113293988997740508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=113293988997740508' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113293988997740508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113293988997740508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2005/11/verdadeira-batalha-de-harry-potter.html' title='A Verdadeira Batalha de Harry Potter'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-113292353327498850</id><published>2005-11-25T10:52:00.000-02:00</published><updated>2005-11-25T16:10:45.270-02:00</updated><title type='text'>O Mal do Século</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Podem achar o que quiserem, mas como disse Renato Russo: "O Mal do Século é a Solidão!" E essa solidão a qual me refiro, não é a do simples fato de estar sozinho, porque conheço muita gente que vive solitária e tem uma vida repleta de conquistas, de amores, de tristezas também, e acima de tudo, de histórias. Quero falar da solidão de casais que se casam apenas porque é o desejo da família, namoradas que procuram o carro mais belo e não a pessoa que as complete. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa preocupação com a tão falada segurança e "futuro", criou uma geração de solitários que tem tudo: Internet, telefone, TV (embora cada vez com um gosto mais duvidoso), lojas e carros, mas não tem gente na sua vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Casamentos com toda a pompa e que duram até a lua-de-mel (sendo bem otimista); tatuagens com nomes e rostos que jamais serão esquecidos (depois vai uma grana pra tirar com aquele laser por imposição do novo amor) e o tão precioso "eu te amo". Valendo menos que um "bom dia". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu Deus! Tudo bem que no passado os canalhas falavam qualquer coisa pra levar uma dama para a cama; inclusive "eu te amo", mas agora ouço isso tantas vezes ao dia que chego a me perguntar: "Se todo mundo ama todo mundo, porquê o mundo está tão vazio e sem cor?" Nessas horas só me vem uma frase de Maquiavel: "Se quer governar um povo, dê a eles pão e circo."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tenho outra resposta, nos tornamos tão manipulados e alienados em nossa própria modernidade que nos esquecemos do valor que palavras de carinho merecem e que elas devem ser ditas as pessoas certas e nos momentos certos, pois se forem ditas a todo o momento, perdem o seu valor e tornam-se tão vazias quanto o "eu te amo" que você fala para aquela desconhecida da noite anterior e que ao acordar, só pensa em uma frase: Como é seu nome mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-113292353327498850?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/113292353327498850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=113292353327498850' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113292353327498850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113292353327498850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2005/11/o-mal-do-sculo.html' title='O Mal do Século'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-113292299149993350</id><published>2005-11-25T10:49:00.000-02:00</published><updated>2006-11-16T11:52:12.703-02:00</updated><title type='text'>Amores</title><content type='html'>Afinal, quando é que as pessoas vão ficar satisfeitas com o tal de amor. Se estão sozinhas, coitados dos amigos com aquela criatura que só sabe reclamar do quanto sofre por estar “encalhada”, por que “ninguém me ama, ninguém me quer”, nem a Conchita me queeeerrrrrr (confessei que assisto novelas), porres, decepções, sempre aquela pergunta “Tem alguma amiga?”&lt;br /&gt;Um dia, tudo fica lindo, porque ele ou ela são perfeitos, tudo aquilo que sempre quis, encontrou a alma gêmea e todas as viadagens e clichês possíveis. Mal passam dois meses, e a crise passa a versar sobre a “necessidade de espaço”, ou “o quanto essa pessoa me sufoca”, em nome de Deus, o que vocês querem?&lt;br /&gt;          Posso dizer que tive quase todos os tipos de amores, tive uma ex que me corneou, na época foi a pior dor que eu poderia passar, hoje agradeço, pois só depois de levar um chifre é que você começa a entender o sentido do amor, para ser completo precisa de uma eterna insegurança, nada do tipo “medo crônico de chifre”, mas sim uma certeza da eterna necessidade de conquista, isso mesmo, conquista, mas é como aquele verso de cartões mais que bregas “conquistar a mesma pessoa, todos os dias”.&lt;br /&gt;          Com outra tive o amor doente, aquele que machuca, incendeia, sangra e só consegue ter paz quando incendeia a cama, numa boa, não receito esse tipo pra ninguém, a chance de colecionar cicatrizes e hematomas é muito grande, fora o fato que o amor doente para sobreviver, precisa de dois loucos dispostos a se fecharem dentro de uma redoma onde só cabe o mundinho de dois carentes que colocam essa doença acima do amor-próprio.&lt;br /&gt;          Conheci um tipo de amor que não consigo classifica-lo direito, é um jeito mais que esquisito de gostar de alguém, principalmente pelo fato de que um ama o outro e o outro ama a si mesmo. Assumo que ela era linda, mas havia ficado presa em sua própria beleza de menina que nasceu para casar com o "filho do prefeito", creio que era com o filho do presidente, mas não notou que todos eles foram embora e estava lá ela, sozinha em sua beleza e espelhos, até que aparece um Corcunda de Notre Dame, disposto a estar admirando-a, só que o corcunda descobriu que não era tão pouco ao ponto de viver de admirar alguém e exigiu um amor que não existia, também não receito pra ninguém, demora um tempo pra sua auto-estima voltar aos níveis de ser humano normal, tudo bem que a minha ultrapassou um pouco (que boiolice), mas passou o porre e voltei ao meu normal.&lt;br /&gt;          Tive mais uma infinidade de amores, alguns que me fizeram sorrir em algumas horas, chorar em outras, fazer a promessa mais ressentida que o mal-amado faz: “Nunca mais me envolvo com ninguém”. Tive meus momentos de gozo, os “porres-pra-esquecer”, sem esquecer que também fiz algumas tomarem seus porres (minha falta de modéstia se manifestando). O Amor é assim, vive de sua própria impossibilidade e quando está seguro demais, perde sua cor, foi uma lição das mais duras, que só depois das lágrimas se aprende.&lt;br /&gt;          Há quase 30 anos comecei a construir minha obra-prima de amor, acho que teve e terá várias fases, muitos temperos, alguns encontros e desencontros (descobri que o amor precisa disso), períodos em que parecia ter morrido, mas estava esperando a melhor hora pra surgir, o amor-próprio é o mais difícil e árduo já que temos uma facilidade incrível em odiarmos a nós mesmos, claro que tem seus momentos de loucura (razão é algo que nem o amor mais maduro conhece),  tem seus instantes infantis (o amor é uma eterna criança), mas tem o aspecto que julgo o mais perfeito que só o amor tem (o tesão não tem mesmo), o idealismo que quase beira a utopia, mas é exatamente essa utopia que torna o amor possível, pois se torna uma eterna busca, uma consciência de que não somos donos de ninguém nem de nós mesmos e passamos a nos aceitar, claro que passando por constantes e infinitas mudanças, uma constante sensação de que ainda não fizemos tudo e que o tempo é curto, pois grandes amores precisam almejar uma perfeição quase que divina.&lt;br /&gt;          Quer o segredo do amor? Eu não sei, a única coisa que aprendi é que antes de amarmos alguém precisamos amar a nós mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-113292299149993350?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/113292299149993350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=113292299149993350' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113292299149993350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113292299149993350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2005/11/amores.html' title='Amores'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-113287215230419308</id><published>2005-11-24T20:40:00.000-02:00</published><updated>2005-11-24T20:42:32.313-02:00</updated><title type='text'>Rodrigo e o Topo</title><content type='html'>Hoje estava lendo uma reportagem a respeito do ator Rodrigo Santoro, que vai viver o Imperador Persa Xerxes na adaptação para o cinema da história em quadrinhos “Os 300 de Esparta”, que Frank Miller (sem dúvida o melhor roteirista de quadrinhos da história) está terminando de roteirizar para o cinema, onde o ator brasileiro terá seu primeiro grande papel internacional. Vamos soltar os fogos, um brasileiro em Hollywood, ironias a parte, claro que existe uma razão de orgulho nacional, afinal, existem americanos que não nos consideram “macacos” ou “índios vivendo na selva”, o que me deixou pensativo foi exatamente a primeira pergunta que a reporte fez a Santoro: “Não é frustrante estar no topo tão cedo?” Sinceramente fiquei boquiaberto com a resposta mais que perfeita do ator, mostrando um senso de realidade que deveria estar estampado nas “Revistas Caras” da vida.&lt;br /&gt;Naquela pergunta, se pararmos para lê-la por um outro prisma fica escancarado o pior tipo de preconceito que nós, brasileiros, latinos, mestiços poderíamos receber, pois, como um brasileiro como nós pode ter chego ao topo, ao ápice da sua carreira com o seu primeiro antagonista numa super-produção. Acabou Rodrigo, não sonhe em crescer mais, você já está no topo, para um latino-americano.&lt;br /&gt;Meu Deus, já chega de nos medirmos por baixo não acham? Quem sabe esse seja o segredo do sucesso desse ator. Não está dando a mínima para o lugar onde vai representar, Brasil, Estados Unidos, Londres ou no teatro da esquina, o que ele deixou claro na entrevista é o prazer pela arte de “brincar de ser alguém”, será que o único Rei parido no Brasil vai ser Pelé? Imagine se quando o Brasil foi campeão em 1958, viesse um gênio dizendo que Pelé não precisava de mais nada, afinal já estava no topo, e qualquer cérebro mediano sabe que depois do topo, não tem mais o que subir, é só queda.&lt;br /&gt;Chega dessa história de “celeiro do mundo”, parece que estamos recheados de animas e vegetais para o “primeiro-mundo” comer de colherinha, se Rodrigo Santoro está no topo, onde é que está o Ton Hanks, mandou Zeus se aposentar do Olimpo e tomou posse.Esse ator que tenho orgulho de dizer que é brasileiro, quem sabe chegou onde está e tem condições de alçar vôos mais altos, porque não trabalha, afinal quem faz algo que lhe dá o prazer, nunca tem que trabalhar. Atua porque demonstra paixão pelo que faz, e não para aparecer na capa das revistas de fofoca ou para comer todas. Ainda lembro de um antigo namoro dele com uma dessas devoradoras de homens que a americanização da cultura transformou as outrora divas. Quando a relação dos dois terminou, a mídia sugou todo o suco, no bagaço parecia ter sobrado apenas um homem abatido e uma mulher que nem deixou a história esfriar e já estava devorando outro. O hoje mostra que na verdade naquele antigo bagaço ficou uma deslumbrada dublê de atriz e um homem que sente suas dores mas não aceita que o topo é tão baixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-113287215230419308?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/113287215230419308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=113287215230419308' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113287215230419308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113287215230419308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2005/11/rodrigo-e-o-topo.html' title='Rodrigo e o Topo'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19285855.post-113287048409494923</id><published>2005-11-24T20:12:00.000-02:00</published><updated>2006-11-16T11:58:04.703-02:00</updated><title type='text'>Memórias</title><content type='html'>Eu sempre tento falar em passant quando o assunto é a minha infância ou adolescência, e sabe de uma coisa, essa é a primeira vez que assumo isso abertamente, e já que estou a fim de cavoucar nesse poço que tranquei há tantos anos. Decidi que hoje vou falar um pouco à respeito dos motivos que fizeram-me lutar tantos anos pra esquecer essa época.&lt;br /&gt;           Até que da minha infância não tenho tantas reclamações, pode-se dizer que ela foi até que bem “normal”. Nasci e permaneci no interior do Rio Grande do Sul até meus 18 anos, bem no interior do Rio Grande do Sul (e bota interior nisso), minha cidade natal tem um nome no mínimo excêntrico, Vacaria, o que já me rendeu muitas gozações, mas não estou aqui pra falar disso, vou exorcizar outros fantasmas.&lt;br /&gt;           Em Vacaria tudo era muito lento e na minha casa parecia mais lento ainda, sou filho de uma costureira (hoje ela é auto-entitulada designer) que seguramente é a mulher mais forte que conheci na minha vida e de um vendedor meio que aposentado, mas que em suas limitações iniciou-me nos prazeres gastronômicos e enólogos que aperfeiçoei com os anos e preservo até hoje (prometo escrever a respeito deles, outro dia).&lt;br /&gt;           Por ser de uma família religiosa, só fui começar a ter acesso aos prazeres da vida a partir da adolescência, os primeiros porres, as primeiras “paqueras” que embalaram minha iniciação aos prazeres solitários, o cigarro (vício que tento me livrar até hoje), mas tinha um detalhe que na época dava uma tônica de tortura na minha vida. Por ser muito pequeno, magérrimo e com uma cabeça desproporcional para o meu tamanho, me tornei foco de chacotas na rua, meus amigos eram fortes, viris, com braços e pernas torneados, e eu, magro de dar dó, não fosse só isso, por ficar muito tempo em casa, já que minha mãe só me liberava nos fins-de-semana para sair e brincar, uma espécie de condicional, nunca dava tempo de eu ser “aceito” pela turma, de certa forma eu era o eterno “garoto novo”.&lt;br /&gt;           Sempre fui péssimo em esportes, nunca fui o primeiro à ser escolhido para as peladas, meu auge foi quando fui o antepenúltimo na escolha, e isso na escola era o que separava os “legais” dos “otários”, adivinhem qual era a minha turma. Sendo um dos “otários”, meus outros amigos “otários” eram um grupo bem heterogêneo, tinha o “Cadela Manca” (um abraço Luciano), que por um má-formação congênita teve que operar diversas vezes os pés, lembro muito dele, porque na 3ª série ele foi eleito o melhor aluno da classe e eu o segundo melhor, como prêmio ganhamos dois daqueles copinhos retráteis, ele escolheu primeiro, por torcer para o Internacional, quis o vermelho, sobrou pra mim o azul, mas como sou gremista doente desde que nasci, foi melhor que ser o primeiro.&lt;br /&gt;           Mas o pior não era exatamente na escola, meu sofrimento era que um dos caras mais “famosos” da escola, era meu vizinho, ele fazia sucesso com todo mundo, fomos amigos até começarmos a entender a divisão entre quem era e quem não era legal, inclusive, odiei ele por um longo tempo,  pois além de deixar de ser meu amigo, tinha dado para me torturar, nessa época é que passei a me refugiar nos livros, o que me faz agradecer  ao “Luva” (apelido que sempre achei idiota) pelo pavor que me impelia, afinal, com os livros aprendi o quanto o mundo era maior que Vacaria.&lt;br /&gt;           Lembro muito bem que todos os anos o Lions Club da cidade promovia o aguardadíssimo “Festival do Refrigerante”, onde fizemos nossas primeiras incursões pelo universo das conquistas, todo mundo comprava roupas novas para ir, enquanto que eu, se conseguisse ir, já devia estar mais que satisfeito, lembra que minha família era muito religiosa (pra não dizer carola) , nessas “festinhas” existia um misto de inocência e hormônios, garotos dançando suas primeiras músicas lentas numa tentativa de estrear nos caminhos e lábios das meninas, o que seria muito mais fácil, não fosse que o pretenso Don Juan usava camiseta com a estampa do Mickey, ao mesmo tempo via-se os menores brincando de correr ao redor dos pretensos apaixonados, nunca consegui o tão sonhado beijo, meu máximo foi uma música lenta com a minha musa da época, a música nunca esqueço, era o último lançamento, “Astronauta de Mármore” do Nenhum de Nós, mas era um tempo embalado por cachorros quentes horríveis, refrigerantes sem gás, um restaurante com o nome sugestivo de Ilha do Mel, mas era a nossa noite de herói, a noite em que nossa inocência embalava desejos não tão inocentes, devo confessar que hoje lembro com uma saudade às vezes melancólica, em outras apenas nostálgica, mas com certeza de que foi uma das últimas gerações de adolescentes envoltos numa mágica que não existe mais hoje, tempo de amores platônicos que vivi com sofreguidão, mas isso é assunto pra outra história, outro dia escrevo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Crônicas embaladas em Boemia&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19285855-113287048409494923?l=cronicaseboemia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/feeds/113287048409494923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19285855&amp;postID=113287048409494923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113287048409494923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19285855/posts/default/113287048409494923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseboemia.blogspot.com/2005/11/memrias.html' title='Memórias'/><author><name>Ronny</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17110921405931762645</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://photos1.blogger.com/hello/212/8795/320/imagem.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
